Sua equipe provavelmente já usa IA todo dia — e sente que ficou mais rápida. O problema é que, para a maioria das empresas, essa sensação nunca chega ao resultado financeiro. Um estudo global publicado há poucos dias mostra exatamente onde essa conta trava, e por que empresas pequenas estão ficando pra trás justo na parte que mais importa.
O que aconteceu
Em 25 de agosto de 2026, a McKinsey divulgou a décima edição do seu levantamento anual sobre adoção de IA nas empresas, o “The State of AI: On the Road to ROI”, com quase 1.720 líderes e profissionais ouvidos em dezenas de países. A consultoria descreve a IA como algo que já deixou de ser experimento isolado: quase nove em cada dez organizações usam a tecnologia regularmente em pelo menos uma área do negócio.
O porém está no resultado financeiro. Apenas 37% dos entrevistados atribuem algum impacto no EBIT (o lucro operacional) ao uso de IA — praticamente o mesmo percentual do ano passado. E só 6% se qualificam como “alto desempenho”, ou seja, empresas que atribuem 5% ou mais do EBIT diretamente à IA e classificam esse efeito como significativo. Esse número também não se moveu de um ano para o outro, mesmo com o investimento em alta.
Enquanto isso, 80% dos respondentes dizem que a IA melhorou sua produtividade individual. A cobertura do setor de tecnologia (The Register, 25/08/2026) resume bem a tensão: o gasto e a confiança das empresas crescem mais rápido do que os resultados que conseguem provar no fim do mês.
Há um dado, porém, que separa quem sai do zero a zero: a escala de agentes de IA — sistemas que executam tarefas de ponta a ponta, não apenas respondem perguntas. Entre empresas com mais de US$ 1 bilhão em receita anual, 40% já escalam agentes, contra 27% no ano passado. Entre as empresas menores, esse número ficou parado em 22%.
O que isso muda para a sua PME
O recorte por porte de empresa é o dado mais importante do estudo para quem toca um negócio pequeno ou médio no Brasil. As grandes companhias estão avançando de “usar IA” para “colocar agentes para decidir e agir” — e é exatamente aí que McKinsey encontra o retorno financeiro real. As menores, em compensação, estagnaram no mesmo patamar de adoção do ano anterior.
Isso não significa que PME não tem capacidade de fazer o mesmo. Significa que a maioria ainda trata IA como ferramenta de produtividade individual — um assistente de texto aqui, um chatbot ali — em vez de conectar a tecnologia a um processo que ela executa sozinha, do início ao fim, com supervisão.
Na prática, o gargalo raramente é técnico. As ferramentas de agentes hoje custam uma fração do que custavam há um ano e estão acessíveis para qualquer operação, não só para quem tem orçamento de multinacional. O gargalo é de gestão: quem decide o que automatizar, quem mede o resultado, quem ajusta quando o agente erra. Sem isso, a empresa fica no grupo dos 94% que sentem produtividade mas não veem o número mudar no balanço.
Há também um alerta de custo no estudo: cerca de 20% das empresas já dizem que o gasto operacional com IA está restringindo o uso. Automação sem governança vira despesa recorrente sem controle — outro motivo para tratar isso como decisão de gestão, não só de ferramenta.
Como a Credan resolve isso
É exatamente essa lacuna — entre “usar IA” e “ter IA gerando resultado mensurável” — que motivou a Credan a existir. Como gestão de IA terceirizada, a Credan não entrega apenas a implementação técnica de um agente: define junto com a empresa o que será automatizado, estabelece a métrica de sucesso antes de ligar qualquer sistema e acompanha a operação depois que ela está no ar — a parte que, segundo o próprio estudo da McKinsey, é onde a maioria das empresas menores ainda não chegou. A ideia não é adicionar mais uma ferramenta à pilha. É ter alguém responsável pela IA decidir e agir com supervisão, do mesmo jeito que uma empresa grande já estrutura internamente.
Fale com a Credan
Se sua empresa já testou ferramentas de IA mas ainda não viu isso virar resultado no caixa, o problema provavelmente não é a tecnologia — é a falta de um responsável por transformar teste em operação. A Credan faz esse diagnóstico gratuitamente: fale com a gente ou converse com o Dan direto no site.
Fontes
- McKinsey & Company. The State of AI in 2026: On the Road to ROI. Publicado em 25 de agosto de 2026. Disponível em: https://www.mckinsey.com.br/capabilities/quantumblack/our-insights/the-state-of-ai
- The Register. McKinsey says enterprise AI is finally ‘on the road to ROI’. Publicado em 25 de agosto de 2026. Disponível em: https://www.theregister.com/ai-and-ml/2026/08/25/mckinsey-says-enterprise-ai-is-finally-on-the-road-to-roi/5292388
